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A startup brasileira que quer revolucionar a agricultura (reprise)

A Krilltech criou uma nono-molécula que aumenta a produtividade de mais de vinte culturas e diminui a necessidade de pesticidas. Será esse o caminho para alimentar uma população crescente de forma mais sustentável?

Melina Costa, do Economia do Futuro
##MEIO AMBIENTE24 de ago. de 233 min de leitura
Melina Costa, do Economia do Futuro 24 de ago. de 233 min de leitura

* Este episódio é uma reprise e foi inicialmente publicado em julho de 2021.

A agricultura que nós temos hoje é resultado da Revolução Verde, que aconteceu nos anos 60. Na época, desenvolvimentos tecnológicos como fertilizantes químicos, mecanização do campo e o uso de variedades híbridas de plantas, aumentaram dramaticamente a produtividade de várias culturas agrícolas em países em desenvolvimento. Isso evitou uma grave crise de desabastecimento que estava se desenhando com o aumento populacional. 

O cientista Norman Borlaug, que ficou conhecido como o pai da Revolução Verde, recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1970 por ter ajudado a salvar mais de um bilhão de pessoas da fome.

Foi no contexto dessa revolução, que o Brasil expandiu sua fronteira agrícola para o cerrado e tornou-se o grande exportador de commodities agrícolas que é hoje.

Mas a revolução verde também trouxe problemas. Com um modelo de produção intensivo em insumos, o campo tornou-se também intensivo em capital, prejudicando pequenos produtores. Pesticidas contaminaram pessoas e ecossistemas. E as monoculturas, apesar de mais eficientes no curto prazo, levam ao esgotamento do solo e aumentam os riscos de doenças no longo prazo.

Hoje, temos que não só lidar com esses problemas como precisamos também dar um novo salto de produtividade. Até 2050, a população global vai aumentar em 2 bilhões de pessoas e eventos climáticos extremos, como secas, vão deixar tudo bem mais difícil. Esse é o tamanho do desafio na agricultura.

Neste episódio eu conto a história de uma startup brasileira que está trabalhando exatamente nessa fronteira. A Krilltech produz uma nono-molécula orgânica chamada arbolina, que aumenta a produtividade de mais de vinte culturas: 20% na soja, 12% no trigo, 40% no tomate. A nanotecnologia foi descrita no ​Plano Nacional de Fertilizantes do governo federal como "uma alternativa promissora para impulsionar uma nova revolução agrotecnológica brasileira”. O documento citou a Krilltech nominalmente.

Nesta entrevista reprise, concedida há pouco mais de um ano, Diego Stone, um dos fundadores da Krilltech, explica como a arbolina funciona. Ele também fala da sua difícil trajetória de bootstrapping - mas com muito bom humor, como você vai notar nessa conversa. 

Uma atualização: desde que o episódio foi ao ar pela primeira vez, a Krilltech já triplicou sua capacidade de produção e recebeu o aporte de um grupo de investidores do agronegócio.

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O EDF é publicado quinzenalmente às quintas. Para não perder nenhum episódio, siga esse podcast no seu tocador e indique para um amigo. Entre em contato por aqui: [email protected]

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